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Cofen e Coren-RO realizam Imersão Código Vermelho e reúnem profissionais e estudantes em Porto Velho

Capacitação focada em urgência e emergência atualizou a categoria para o atendimento de pacientes críticos baseado em evidências científicas

11.07.2026

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), em parceria com o Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia (Coren-RO), realizou, nos dias 9 e 10 de julho, em Porto Velho (RO), a Imersão Código Vermelho em Urgência e Emergência. Realizada no auditório da Assembleia Legislativa de Rondônia, a capacitação reuniu profissionais e estudantes de Enfermagem em uma programação intensiva voltada ao aprimoramento das competências técnicas e da tomada de decisão em cenários de alta complexidade. O evento abordou temas essenciais para a assistência, reforçando a importância da educação permanente para quem atua na linha de frente do atendimento pré-hospitalar, hospitalar e nas unidades de pronto atendimento. Para o presidente do Coren-RO, Josué Sicsú, a iniciativa materializa o compromisso da atual gestão com a excelência técnica da categoria. “Trazer grandes nomes da Enfermagem nacional para Porto Velho e oferecer uma capacitação gratuita desse nível consolida a nossa política de educação permanente”, destacou o presidente. Ele ressaltou ainda o impacto direto do treinamento na ponta da assistência: “A atendimento em urgência e emergência não dá margem para erros; os primeiros minutos salvam vidas. É por isso que o Coren-RO segue investindo firmemente no conhecimento baseado em evidências, preparando nossos profissionais e estudantes para responderem com segurança, rapidez e protagonismo nos momentos mais críticos”. A programação contou com palestras ministradas pelos enfermeiros e influenciadores da Enfermagem Yasmin Hiorrana, Maria Emília, Kennedy Lima e Willian Lilo Will. A imersão foi totalmente coordenada por Mara Bastos, coordenadora do Núcleo de Educação Permanente (NEP) do Coren-RO. No primeiro dia, a enfermeira Maria Emília conduziu a palestra “Abordagem inicial ao paciente crítico”, destacando a importância da avaliação sistematizada, do reconhecimento precoce da deterioração clínica e da adoção de protocolos assistenciais para reduzir o tempo de resposta e aumentar as chances de sobrevida dos pacientes. A palestrante enfatizou que a atuação da equipe de Enfermagem nos primeiros minutos de atendimento é decisiva para a prevenção do agravamento do quadro clínico. Ainda durante essa atividade, os participantes se envolveram em uma dinâmica prática baseada em um caso clínico real: diante do cenário de um paciente de 64 anos que chegava ao serviço de urgência com falta de ar intensa iniciada cerca de uma hora antes, os grupos foram desafiados a identificar os primeiros sinais de gravidade, reconhecer riscos iminentes, estabelecer as prioridades assistenciais e indicar os protocolos adequados desde o acolhimento até a estabilização inicial. A proposta permitiu exercitar de forma direta o raciocínio clínico e o trabalho em equipe. No período da tarde, Yasmin Hiorrana ministrou a palestra sobre abordagem inicial ao trauma, apresentando os principais protocolos utilizados no atendimento ao paciente traumatizado, com ênfase na realização das avaliações primária e secundária e na identificação rápida de lesões potencialmente fatais.As atividades do segundo dia foram abertas com a palestra de Maria Emília sobre eletrocardiograma (ECG) de urgência, abordando a interpretação dos principais traçados relacionados às emergências cardiovasculares.A capacitação destacou a importância do reconhecimento precoce de alterações eletrocardiográficas, como arritmias e síndromes coronarianas agudas, o que permite intervenções rápidas e contribui diretamente para a redução de complicações e da mortalidade. Encerrando a programação da imersão, Kennedy Lima e Willian Lilo conduziram o tema sobre suporte básico e avançado de vida, revisando as diretrizes mais recentes para reanimação cardiopulmonar (RCP), atendimento à parada cardiorrespiratória e manejo de outras situações críticas. Durante a atividade prática, os participantes reforçaram conhecimentos fundamentais sobre compressões torácicas de alta qualidade, utilização do desfibrilador, organização da equipe e execução de protocolos baseados em evidências, que são cruciais para aumentar as chances de sobrevivência dos pacientes no dia a dia da saúde.

Fonte: Ascom / Coren-RO - Luís Marcos

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